Ernestinho Carioca
ESPTEN

CAMORIM · ÁGUA · PATRIMÔNIO DE PEDRA BRANCA

Açude do Camorim

Quando chego a esse espelho d'água entre as montanhas, não o vejo como uma piscina natural: estou diante de uma obra construída para abastecimento, em meio a uma floresta que protege nascentes. A visita é para apreciar da margem e respeitar as regras do parque.

Construído em 1908435 m de altitude · referência publicadaBanho proibido · água não potável
Açude do Camorim, no Parque Estadual da Pedra Branca
Açude do Camorim, no Parque Estadual da Pedra Branca. Foto de VinnyWiki, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0.
💧 Desafio de explorador: encontre as camadas da paisagem

Da margem, observe três elementos: a água represada, a bacia cercada por serras e a infraestrutura que conectou a floresta à cidade. O que muda quando entendemos o açude como parte de um sistema de abastecimento?

Um reservatório em meio à floresta

O Açude do Camorim fica no Parque Estadual da Pedra Branca, no setor Camorim. As informações da Trilha Transcarioca indicam que foi construído em 1908, a cerca de 435 metros acima do nível do mar, com 18 metros de profundidade e volume de 210 mil metros cúbicos. Também o situam entre as serras do Quilombo e do Nogueira e o Pico do Sacarrão. São números descritivos da fonte do percurso, não medições que eu tenha feito no local.

Sua presença lembra que a montanha preserva nascentes e sistemas de água ligados à cidade. A floresta não é apenas um cenário ao redor da represa: faz parte de um território protegido por suas nascentes, pela Mata Atlântica e por seu valor histórico.

Regra essencial: não entre na água

A Trilha Transcarioca informa expressamente que o banho não é permitido e que a água é imprópria para consumo. Por isso, não entro, não salto das rochas nem encho uma garrafa com essa água. Também não apresento o nome informal “Prainha do Camorim” como uma praia liberada: ele se refere a uma área de margem para descanso, não a uma autorização para nadar.

Durante a chuva, a trilha pode mudar e os cursos d'água exigem atenção. Se as condições estiverem ruins ou houver um alerta, adio a visita. Dentro do parque, fico no caminho autorizado e não caminho por margens escorregadias para conseguir uma foto.

Como organizar a visita

O acesso de referência é o Núcleo Camorim, na Estrada do Camorim, 2.118. O INEA descreve uma trilha de aproximadamente quatro quilômetros até o açude e informa o horário administrativo geral de terça a domingo, das 8h às 17h. Antes de sair, confirme se o núcleo está aberto, o limite para iniciar a caminhada, as condições do terreno e as regras do dia. A distância da trilha não determina, por si só, se o passeio é curto: considere a subida, as pausas e a volta antes do fechamento.

Leve água potável da cidade, calçado aderente, algo para comer, proteção solar e uma camada para chuva. Não conto com serviços comerciais no caminho nem presumo que haverá sinal de celular.

O que combinar

Para entender o contexto antes da caminhada, consulte o Núcleo Camorim. Se tiver interesse no patrimônio hídrico da outra vertente, compare com o antigo aqueduto de Pau da Fome. O açude também aparece no percurso longo do Trecho 06 da Transcarioca, mas essa travessia tem exigência e logística próprias.

Fonte

Trilha Transcarioca: dados históricos e técnicos e regra de não nadar → · INEA: Núcleo Camorim e acesso geral →

A beleza da água não muda a regra: observe da área autorizada e não entre no açude.

Mapa de referência do acesso

O marcador localiza o Núcleo Camorim, não o açude no alto. Confirme com o INEA o acesso e as condições da trilha antes de caminhar.

Abrir acesso geral → · Ler a ficha do percurso →

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